terça-feira, 6 de janeiro de 2015
Os Solitários e a Utopia da Perfeição
Existem pessoas no mundo que passam boa parte da vida procurando defeitos nos demais com que se relacionam ou possam vir a se relacionar, e até em si mesmas.
Ninguém é bom o suficiente, e tudo é motivo de desencanto e descarte.
Ouço os solitários (e falo por mim mesma), contarem suas histórias de naufrágios amorosos ou ficadas que tinham tudo pra dar certo, e não deram em nada porque essas pessoas criticam tudo: do jeito de andar ao corte de cabelo. E se brincar, falam até do formato do pé!
Passam alguns dias com o affair e então somem ou arrumam desculpas tolas pra estarem sós novamente.
Depois quando veem o ex-affair de romance novo se rasgam por dentro e ficam dias pensando na besteira que fez enquanto injuriam o amor.
Após algumas semanas ou meses, tchan-ran: Eis que surge alguém novo!
Uma pessoa massa, sorridente, inteligente, engraçada…
"Êpa! Peraê, ou essa pessoa é boa demais pra mim e eu não mereço isso, ou aí tem! É sorridente até demais… "
E se descobrem que o affair tem alguma chaticezinha - coisa que todo mundo tem -, pegam logo abuso, e de novo estão sós a dizer que não tem sorte no amor ou que nasceram para serem solteiros, enquanto esperam achar alguém que seja igual aos personagens de roteiros de filmes de romances felizes.
Sinto contar-lhes: jamais acharão!
A perfeição é uma utopia fantasiada de apetrechos estéticos!
Os solitários não estão sós porque não tem sorte, e sim porque são ingratos ao amor.
P.S.: Dedico esse texto a mim e aos que se identificam nele.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário