quarta-feira, 29 de julho de 2015

Covarde é quem não se entrega ao amor!


Quando a gente se permite gostar de alguém e sente confiança naquela pessoa a ponto de saber que pode dizer tudo que sente e depois não vai ser vítima do ego do outro, você percebe como é uma merda esse jogo de sedução que toma conta da pessoas, onde um não quer dizer ao outro que gosta, que deseja, que ama, que está afim, porque fica inseguro, com medo de que o outro se afaste por isso, ou perca o interesse.

Assumir que gosta de alguém hoje em dia é como "dar o braço à torcer" nessa sociedade egoísta.
E a partir dessa perspectiva, se dá início muitas vezes a uma competição de egos, onde não há mais espaço pro amor, pra verdade, pra concretização da vontade de se expressar e abrir o coração pro outro. E ninguém percebe como isso destrói ou desconstrói possíveis amores, porque estão mais preocupados com a negação do sentimento, com o medo de ser romântico, o medo de sofrer ou de parecer patético.

Num mundo globalizado se apaixonar é um crime, um ato de covardia!
Mas que mundo idiota é esse que faz a expressão do amor e da paixão ser uma fraqueza?!
Covarde é quem entra nesse jogo! 
Que sente que está nesse jogo e alimenta ele.
Covardia é viver desse jogo de sedução de egos a partir da depreciação ou da fuga da externalização dos sentimentos!

Hoje eu vejo que COVARDE É QUEM NÃO SE ENTREGA AO AMOR! 
(Isso sim!)

terça-feira, 30 de junho de 2015

O Trem-bala da Juventude


Decidi não entrar nesse trem-bala que a juventude está entrando, e fazendo tudo com pressa, com uma urgência de futuro concreto, e um medo da velhice, um medo de correr riscos, um medo de fracassar que não tem fundamento, porque quando não se faz o que ama, quando não se é quem gostaria de ser, esse é o pior fracasso!

Não entendo como as pessoas querem mais consolo do que felicidade!
Adolescentes com 17 anos já tem que escolher o curso da faculdade, cuja a intenção é que seja seu sustento pra vida inteira.
O que é que alguém decide com concisão aos 17 anos, me diga?!

Depois tá aí, uma leva de infelizes, que se locomovem de casa pra faculdade, e quando adultos, de casa pro trabalho, como gados no corredor do abatedouro, prestes a sangrar até morrer! E esse é seu suplício da vida inteira!

Por isso a gente vive numa sociedade doente, de indivíduos estressados, ansiosos, depressivos.
Não quero fazer parte dessa estatística de adultos frustrados porque não fizeram o que quiseram, porque não tiveram tempo pra parar e pensar no que queriam de verdade durante a juventude... pensar no que os moviam! E só fizeram correr loucamente pra alcançar alguma segurança financeira, e pronto, isso basta!

Não quero conceber que a juventude tem que passar por isso!
Se você não é feliz no seu trabalho, nos seus estudos, no seu relacionamento, na sua cidade: SAIA DESSA!
O objetivo da vida é ser feliz no máximo de tempo possível,
e não subsistir!

Quando digo que fiz 25 anos, tenho escutando bastante: "25 já?!"
E eu respondo com voracidade: "25 já?!" NÃO, EU SÓ TENHO 25 ANOS!
Minha vida está começando agora.

OBS.: E nunca é tarde pra arriscar!

Monogamia NÃO É AMOR!


Depois de observar os relacionamentos monogâmicos que já não satisfazem mais os envolvidos, tenho algo a dizer:

Essas convicções sociais que são impostas pela cultura desde de que a gente se entende por seres humanos, só devem servir até o dado momento que nos fazem felizes e realizados. A partir do instante em que ter apenas um parceiro(a) sexual deixa de nos fazer bem, temos que nos lembrar que podemos optar por seguir caminhos diferentes em busca da nossa satisfação, e mandar um "FODA-SE" pra cultura tradicionalista ocidental da monogamia!

Vejo várias relações desgastadas por traições de ambas as partes ou apenas de uma delas. Vejo casais infelizes, insatisfeitos, reprimindo seus desejos simplesmente pra privar o outro de ter outras experiências sexuais, ou pra viver de aparências, quando os dois também estão desejando outros.

Qual o sentido disso?
Felicidade? Onde?
As relações entre os seres humanos geralmente são contratuais, mesmo que só moralmente. Mas mesmo nesse caso, pode haver um acordo "moral" entre as partes sobre liberdade sexual. ISSO NÃO DIZ RESPEITO A AMOR, minha gente!

Amor é muito mais que uma foda do Tinder. Ninguém vai deixar de amar ninguém porque conheceu alguém e deu uma depois de um rock. O amor é muito mais resistente que isso. Se uma foda com terceiros acabar com um relacionamento, é porque não era mais amor.

Livrem-se da monogamia se ela não deixa mais vcs felizes, se seus desejos sexuais são maiores, e se as duas partes da relação possuem esses desejos. A traição só existe quando existe a quebra da lealdade, da parceria. Se é feito um acordo de liberdade sexual, de relacionamento aberto, o desejo por outros deixa de ser traição.

Repensem suas relações e seus desejos.
Ninguém é obrigado(a) a viver dentro dos moldes tradicionais da sociedade, se isso não traz felicidade ou satisfação pessoal.

LIBERTEM-SE!

sábado, 25 de abril de 2015

A gente tem que dar um tempo


A gente tem que dar um tempo de dar um tempo
cessando coisas que a gente precisa!
O tempo é um "vale vida" pra se usar pegando na mão de alguém querido,
e não distribuindo risos forçados.
É pra ter as melhores conversar, as mais expansivas,
as que abrem janelas em nossas mentes
e plantam alegria em nosso peito.
Porque o tempo é como o ser humano: fugidio.
A gente tem que gastá-lo abrindo sorrisos perfumados de sinceridade,
sentindo o vento como um carinho na pele,
estando com quem tenha algo dentro de si
que faça nosso tempo ser sempre tempo de bonança!
A gente tem que dar um tempo infindo pro amor fluir, isso sim.

terça-feira, 24 de março de 2015

O Amor não tem que doer.


Esse negócio de "o amor só é bom se doer"
fica bonito apenas em letra de música e em poesia.
O amor não tem que doer.
O amor não é uma penitência, é um sentimento.
Sofrimento já é outra coisa.
Eles não tem que se misturar!
O amor é pra ser gostoso, é pra trazer alegria pra vida da gente, é pra ser saudável.
Maldito seja o amor romântico onde as pessoas acreditam que tem que se submeter
à situações de tristeza, opressão, sacrifício e dor por causa de outra pessoa.
O Amor não é pra ser aguentado, não é posse nem propriedade,
não é ciúmes nem competitividade, não é pra se suportar nem se carregar como um fardo.
O amor não é uma obrigação!
O Amor é pra ser leve, é pra ser livre, é uma opção.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

O Tempo passa e o Amor muda


O tempo passa e as coisas mudam.
Tem clichê mais certo do que esse? Duvido muito!
Um dia a gente se depara com pessoas do nosso passado que representaram tanto
e que amávamos tanto, de uma forma tāo intensa e verdadeira
que acreditávamos que nunca teria fim pra tudo aquilo.
Pensar no fim era pensar no impossível,
porque afinal um sentimento tāo forte só podia durar a vida inteira...
Não menos que isso.
Aí, bum!
De repente o amor se transforma ou some
e aquela pessoa vira um rosto desses que anda na rua,
e o coração não palpita mais,
e aquele comichão na barriga passa...
Na hora você não se dá conta de como isso mudou,
mas quando você sai de cena e vive,
e inesperadamente reencontra esse ex-amor numa esquina qualquer,
você fica de cara como a vida é um grande buraco de minhoca,
como somos efêmeros em tudo: no que dizemos, no que sentimos, no que vivemos…
E como a existência muda de sentido a toda hora.
São em momentos assim que nos pegamos pensando sobre o sentido da vida,
que é tudo e nada, porque não para de mudar de acordo com as pessoas que entram e saem
de nossos universos particulares, e de acordo com as situações,
onde pra uns o sentido da vida é o desejo por alguma coisa palpável
e pros mais utópicos é a liberdade ou a felicidade.
Só que sem amor, não se vive.
E se somos esses seres tão efêmeros, que amar seja breve em cada corpo, se assim for,
mas que seja real enquanto manifesto, enquanto pensamento.
Mesmo que depois seja isso: encontrar um amor do passado -
seja amigo, seja amante - e sentir que já amamos muito um dia.
Acho que o sentido da vida é amar.
E quando vemos de fato o quanto que já amamos
é quando entendemos que o amor nāo para numa pessoa,
e que o amor não para de se transformar...
Porque o tempo passa e o amor muda...
Muda de corpo, muda de forma ou muda de lugar.


domingo, 11 de janeiro de 2015

Sem "cu doce", por favor.

Um jogo de sedução tomou conta de Recife.
Pra quem não entendeu ainda, se trata do tal "cu doce" que muita gente faz, mesmo que esteja afim da outra pessoa.
Tá, ok. Todo mundo já entrou nesse jogo, seja fazendo "cu doce", seja dando um(a) de "tô de boa", mas no fundo queria estar com um certo alguém. 
Eu também, não nego.
Mas em Recife tá uma coisa absurda!
Que juventude é essa que quer uma coisa e finge que não quer,
porque acha que fingir que não quer atrai o que tá querendo?!
Qual a necessidade disso se os dois quiserem a mesma coisa?!
Cadê o felling?!
Sentiu que é recíproco, SE JOGA!
Não tenha esse escrúpulo moral de ter medo de dizer o que tá sentido na hora - seja: "Eu tô afim de tu", "Que vontade de te beijar" ou "Quero ficar contigo"!
A gente vive no século XXI à base de muita ilusão de liberdade,
porque na realidade a gente sabe que não é bem assim...
Mas as poucas liberdades que temos, condicionamos à vergonha,
ao moralismo, ao medo, ao status, entre altas coisas que a gente permite que regule nossas atitudes,
e terminamos não fazendo o que queremos e o que podemos fazer pra que certos momentos da vida sejam massa!
Aí depois o tempo passa, tu olha pra trás, e o que tu ganhou com teu "cu doce" mesmo?!
No máximo uma diabetes! (rs)
A ideia é uma só: sinta, viva o que sente e SE LIBERTE!


P.S.: Não espere o carnaval chegar pra se jogar e deixar de falso-moralismo.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Os Solitários e a Utopia da Perfeição


Existem pessoas no mundo que passam boa parte da vida procurando defeitos nos demais com que se relacionam ou possam vir a se relacionar, e até em si mesmas.
Ninguém é bom o suficiente, e tudo é motivo de desencanto e descarte.

Ouço os solitários (e falo por mim mesma), contarem suas histórias de naufrágios amorosos ou ficadas que tinham tudo pra dar certo, e não deram em nada porque essas pessoas criticam tudo: do jeito de andar ao corte de cabelo. E se brincar, falam até do formato do pé!
Passam alguns dias com o affair e então somem ou arrumam desculpas tolas pra estarem sós novamente.
Depois quando veem o ex-affair de romance novo se rasgam por dentro e ficam dias pensando na besteira que fez enquanto injuriam o amor.

Após algumas semanas ou meses, tchan-ran: Eis que surge alguém novo!
Uma pessoa massa, sorridente, inteligente, engraçada…
"Êpa! Peraê, ou essa pessoa é boa demais pra mim e eu não mereço isso, ou aí tem! É sorridente até demais… "

E se descobrem que o affair tem alguma chaticezinha - coisa que todo mundo tem -, pegam logo abuso, e de novo estão sós a dizer que não tem sorte no amor ou que nasceram para serem solteiros, enquanto esperam achar alguém que seja igual aos personagens de roteiros de filmes de romances felizes.
Sinto contar-lhes: jamais acharão!

A perfeição é uma utopia fantasiada de apetrechos estéticos!
Os solitários não estão sós porque não tem sorte, e sim porque são ingratos ao amor.



P.S.: Dedico esse texto a mim e aos que se identificam nele.