sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
O Tempo passa e o Amor muda
O tempo passa e as coisas mudam.
Tem clichê mais certo do que esse? Duvido muito!
Um dia a gente se depara com pessoas do nosso passado que representaram tanto
e que amávamos tanto, de uma forma tāo intensa e verdadeira
que acreditávamos que nunca teria fim pra tudo aquilo.
Pensar no fim era pensar no impossível,
porque afinal um sentimento tāo forte só podia durar a vida inteira...
Não menos que isso.
Aí, bum!
De repente o amor se transforma ou some
e aquela pessoa vira um rosto desses que anda na rua,
e o coração não palpita mais,
e aquele comichão na barriga passa...
Na hora você não se dá conta de como isso mudou,
mas quando você sai de cena e vive,
e inesperadamente reencontra esse ex-amor numa esquina qualquer,
você fica de cara como a vida é um grande buraco de minhoca,
como somos efêmeros em tudo: no que dizemos, no que sentimos, no que vivemos…
E como a existência muda de sentido a toda hora.
São em momentos assim que nos pegamos pensando sobre o sentido da vida,
que é tudo e nada, porque não para de mudar de acordo com as pessoas que entram e saem
de nossos universos particulares, e de acordo com as situações,
onde pra uns o sentido da vida é o desejo por alguma coisa palpável
e pros mais utópicos é a liberdade ou a felicidade.
Só que sem amor, não se vive.
E se somos esses seres tão efêmeros, que amar seja breve em cada corpo, se assim for,
mas que seja real enquanto manifesto, enquanto pensamento.
Mesmo que depois seja isso: encontrar um amor do passado -
seja amigo, seja amante - e sentir que já amamos muito um dia.
Acho que o sentido da vida é amar.
E quando vemos de fato o quanto que já amamos
é quando entendemos que o amor nāo para numa pessoa,
e que o amor não para de se transformar...
Porque o tempo passa e o amor muda...
Muda de corpo, muda de forma ou muda de lugar.
domingo, 11 de janeiro de 2015
Sem "cu doce", por favor.
Um jogo de sedução tomou conta de Recife.
Pra quem não entendeu ainda, se trata do tal "cu doce" que muita gente faz, mesmo que esteja afim da outra pessoa.
Tá, ok. Todo mundo já entrou nesse jogo, seja fazendo "cu doce", seja dando um(a) de "tô de boa", mas no fundo queria estar com um certo alguém.
Eu também, não nego.
Mas em Recife tá uma coisa absurda!
Que juventude é essa que quer uma coisa e finge que não quer,
porque acha que fingir que não quer atrai o que tá querendo?!
porque acha que fingir que não quer atrai o que tá querendo?!
Qual a necessidade disso se os dois quiserem a mesma coisa?!
Cadê o felling?!
Sentiu que é recíproco, SE JOGA!
Sentiu que é recíproco, SE JOGA!
Não tenha esse escrúpulo moral de ter medo de dizer o que tá sentido na hora - seja: "Eu tô afim de tu", "Que vontade de te beijar" ou "Quero ficar contigo"!
A gente vive no século XXI à base de muita ilusão de liberdade,
porque na realidade a gente sabe que não é bem assim...
Mas as poucas liberdades que temos, condicionamos à vergonha,
ao moralismo, ao medo, ao status, entre altas coisas que a gente permite que regule nossas atitudes,
e terminamos não fazendo o que queremos e o que podemos fazer pra que certos momentos da vida sejam massa!
Aí depois o tempo passa, tu olha pra trás, e o que tu ganhou com teu "cu doce" mesmo?!
No máximo uma diabetes! (rs)
A ideia é uma só: sinta, viva o que sente e SE LIBERTE!
P.S.: Não espere o carnaval chegar pra se jogar e deixar de falso-moralismo.
porque na realidade a gente sabe que não é bem assim...
Mas as poucas liberdades que temos, condicionamos à vergonha,
ao moralismo, ao medo, ao status, entre altas coisas que a gente permite que regule nossas atitudes,
e terminamos não fazendo o que queremos e o que podemos fazer pra que certos momentos da vida sejam massa!
Aí depois o tempo passa, tu olha pra trás, e o que tu ganhou com teu "cu doce" mesmo?!
No máximo uma diabetes! (rs)
A ideia é uma só: sinta, viva o que sente e SE LIBERTE!
P.S.: Não espere o carnaval chegar pra se jogar e deixar de falso-moralismo.
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
Os Solitários e a Utopia da Perfeição
Existem pessoas no mundo que passam boa parte da vida procurando defeitos nos demais com que se relacionam ou possam vir a se relacionar, e até em si mesmas.
Ninguém é bom o suficiente, e tudo é motivo de desencanto e descarte.
Ouço os solitários (e falo por mim mesma), contarem suas histórias de naufrágios amorosos ou ficadas que tinham tudo pra dar certo, e não deram em nada porque essas pessoas criticam tudo: do jeito de andar ao corte de cabelo. E se brincar, falam até do formato do pé!
Passam alguns dias com o affair e então somem ou arrumam desculpas tolas pra estarem sós novamente.
Depois quando veem o ex-affair de romance novo se rasgam por dentro e ficam dias pensando na besteira que fez enquanto injuriam o amor.
Após algumas semanas ou meses, tchan-ran: Eis que surge alguém novo!
Uma pessoa massa, sorridente, inteligente, engraçada…
"Êpa! Peraê, ou essa pessoa é boa demais pra mim e eu não mereço isso, ou aí tem! É sorridente até demais… "
E se descobrem que o affair tem alguma chaticezinha - coisa que todo mundo tem -, pegam logo abuso, e de novo estão sós a dizer que não tem sorte no amor ou que nasceram para serem solteiros, enquanto esperam achar alguém que seja igual aos personagens de roteiros de filmes de romances felizes.
Sinto contar-lhes: jamais acharão!
A perfeição é uma utopia fantasiada de apetrechos estéticos!
Os solitários não estão sós porque não tem sorte, e sim porque são ingratos ao amor.
P.S.: Dedico esse texto a mim e aos que se identificam nele.
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